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MINIEMPRESA É ACEITO COMO ESTÁGIO PELAS ESCOLAS

25/07/2014

O programa Miniempresa, na versão 2014, ganhou uma razão a mais para garantir o interesse dos jovens de escolas públicas paraibanas. De forma inédita, todos os achievers das miniempresas terão a sua participação no programa computada como horas de estágio supervisionado, de modo que possam cumprir a carga horária exigida em turno oposto ao de aula e dentro da própria escola. Nessa primeira experiência, 180 alunos estão sendo beneficiados.
De acordo com dados do último Censo da Educação Básica do Inep/MEC de 2012, existem no Brasil 8.376.852 matriculados no ensino médio. Já no médio técnico temos pouco mais de 1,3 milhão de alunos em todo o país. Juntando os dois níveis (médio + médio técnico), são mais de 9 milhões de possíveis estagiários. Esses números não revelam as dificuldades para se colocar jovens estudantes de ensino médio, sem nenhuma experiência, dentro de empresas para realizar um estágio obrigatório que, sem ele, o aluno não conclui os estudos. Pior: muitos dos estágios são sem nenhuma remuneração, nem mesmo ajuda de custo para transporte e alimentação.
Segundo o Coordenador Pedagógico de Tecnologia do Colégio da Polícia Militar, Lindomar Monroe, o Miniempresa consegue colocar o empreendedorismo como uma ponte entre a escola e o mercado de trabalho. "A Lei de Diretrizes de Base (LDB), que regulamenta o estágio supervisionado, estabelece que o aluno pode ser remunerado ou não", comenta. Como o estágio é obrigatório, escolas e alunos, no início de cada ano, vivem a angústia pela busca de empresas que aceitem esses estagiários e as carências sociais desses jovens acabam mais evidentes, já que para muitos pagar o almoço ou mesmo o dinheiro para mais uma condução são desafios difíceis de se driblar.
Foi por isso que, ao analisar o conteúdo programático e a carga horária do Miniempresa, no início deste ano, Lindomar fez uma consulta ao setor de estágio da Secretaria de Educação e ouviu a boa notícia: o Miniempresa pode substituir um estágio na empresa, precisando apenas ser acompanhado na escola para assegurar o cumprimento do número de horas. Parceria feita, os alunos inscritos no programa, já no primeiro trimestre, foram informados que não precisariam mais buscar estágio e o melhor: estudam pela manhã, a parceria garante almoço e lanche da tarde para todos os achievers e fazem o programa à tarde na escola, sem despesas adicionais com passagem de ônibus.
Para Gilvaneide Ferreira de Melo, Chefe do Núcleo de Estágio da Gerência Executiva de Ensino Médio e Educação Profissional , da Secretaria de Educação do Estado, o estágio representa a oportunidade do estudante iniciar a sua profissionalização e descobrir as suas reais competências e habilidades, uma vez que consente que o estudante adquira conhecimentos acadêmicos e práticos, conheça as oportunidades e dificuldades da sua área de desempenho. "O estágio propicia o conhecimento da realidade do mercado de trabalho, o desenvolvimento pessoal, profissional, ético, além disso pode despertar no estudante o espírito empreendedor", defende Gilvaneide, que identificou nessa definição uma grande semelhança de propósito com o Miniempresa.
Para o presidente do Conselho Diretor da Junior Achievement Paraíba, Luciano Piquet, é notável o engajamento dos jovens no Miniempresa a partir de mais esse benefício, ou seja, a conversão do programa a título de comprovação do estágio supervisionado para primeiro e segundo anos do ensino médio. "Estamos atentos a essa experiência nas escolas e sabemos que a nossa responsabilidade aumenta ainda mais, porém estamos felizes de colaborar de forma ainda mais prática para o avanço da educação na Paraíba", garante. Além disso, o Miniempresa mantém todo o seu conteúdo, sem nenhuma alteração ou adaptação.
Segundo Piquet, todas as empresas mantenedoras e apoiadoras da Junior Achievement estão sendo incentivadas a receber jovens estudantes como estagiários. "Abraçamos essa causa e faremos a nossa parte para diminuir o abismo que separa o jovem do mercado de trabalho", defende o empresário.