Girl For It é aplicado pela primeira vez em Minas Gerais

Girl For It é aplicado pela primeira vez em Minas Gerais

Minas Gerais recebeu pela primeira vez o programa Girl For It, que incentiva meninas, ainda na escola, a prosseguirem na área da Tecnologia da Informação. Com encerramento na semana passada, a primeira turma aconteceu na Escola Estadual Professor Afonso Neves, com nove alunas da própria instituição e três alunas da Escola Estadual Deputado Ilacir Pereira Lima. O projeto foi financiado pela Localiza.


O Girl For It ensina programação para alunas do ensino médio. No programa, as meninas entendem melhor o que significa programação, conhecem profissionais da área e tem contato com HTML e CSS. Além disso, durante as aulas, elas programam o próprio blog. A carga horária do programa é de 12h45, divididas em três encontros.


“Nesse programa eu aprendi muito e achei super incrível, pois essa área é bem ampla e acredito que eu posso cursar e aprofundar meu conhecimento em algumas delas. Acredito que toda menina deveria ter a oportunidade que eu tive de conhecer a TI” relata a aluna Thalyta Binda.


A programação já foi vista como uma tarefa de baixa relevância, enquanto a construção de hardware (a parte “física” dos computadores) era um trabalho mais valorizado e, portanto, deveria ser realizada por homens. A medida que a TI foi criando relevância, a área foi dominada pelos homens, tornando-se hostil para mulheres. Conforme dados da Softex, o Brasil gera mais de 1,3 milhões de emprego na área de TI, mas tem um déficit de 48 mil profissionais. E, ainda assim, apenas 20% dos profissionais no mercado são mulheres.


Para a analista de sistemas da Localiza, Débora Ribeiro, muitas mulheres seguem para áreas mais taxadas como “de mulheres”, por falta de conhecimento sobre o que é a TI e o Girl For It pode alterar essa realidade. “Aplicar esse programa foi uma oportunidade única poder mostrarmos nosso conhecimento e toda experiência na área. Sentimos a dificuldade, até em questões básicas de informática, e desta forma percebemos e sentimos que o projeto pode sim mudar o rumo na vida dessas garotas. Esse primeiro contato é fundamental e marcante, pode trazer um interesse ou curiosidade em cursos afins. Espero e ficaria muito feliz ver uma delas trabalhando comigo no futuro” explica.


18.Jun


Deixe comentário